O presente, acabou.
Findou-se, antes que eu pudesse agarrá-lo.
Passou lotado,
cheio de carne humana.
Impenetrável. Claudicante. Várias vezes, impenetrável.
Tentei o passado, com suas lembranças,
com seu relógio atrasado.
Teias e sombras,
lançadas a esmo,
mas com dores certas.
Estacionado. Juntando poeira num ramal esquecido.
Ah, o futuro !
Estende-se por ambos os lados da vida.
Pode ser fazenda, pode ser jardim.
O futuro despromete, desconstrói.
Mas nada garante,
além do fato de que passará.
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