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Mostrando postagens de dezembro 9, 2012

Palestina

Esta pedra que apanhas pelo chão Branca como o sal ou negra como a noite Quando sai de tua mão é rubra Como o teu desejo Como tua esperança de ser livre Mesmo abominando a violência, sou obrigado a orar. Que esta pedra chegue ao seu destino. Mesmo afrontando testas, nucas, olhos e ouvidos amigos, mesmo pintando de vermelho as fontes conhecidas de filhos e netos de irmãos as pedras desdenham a opressão, premidas por finas e certeiras mãos palestinas. Chegam como gritos indignados Causando estupor e um esgar de medo Como coibir tais pedras, se elas são geradas pelo fogo dos morteiros, quebrando lares, negócios, escolas e mesquitas ? Se das cisternas e poços destruídos nasce o grito: - Ainda vivo e este lixo que deixaste alcançará teus filhos ! E se pedras não mais houver para atirar, sinal de que cessaram os ataques, sinal de que voltaram as construções, haverá paz, não esquecimento. Pelo menos até que a sabedoria dos conselhos...