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Mostrando postagens de novembro 16, 2008

Todos os dias

Todos os dias nesse vai-e-vem Todos na viagem ninguém vê ninguém Já se conhecem, até acenam Encenam um sorriso mas é só vontade Todos esses dias eu perdendo meu sossego Todos esses dias eu seguindo minha sina Aquecimento, alagamento, é tiroteio, atrocidade Quem sabe em cima, tem um momento, alguém entende, realidade Toda vez eu não consigo me livrar do lixo Que criei no meu silêncio de imaturidade A linha d´água é o monumento Da inutilidade desse desenvolvimento Já me disseram um dia que eu era o cara Já me chamaram até de poderoso e justo Mas só escuto outros lamentos De quem não fala, como eu invento Lidera, lidera, a revolução Lidera, lidera, a revolução Não tem mais chefe, não tem mais tribo Não tem mais dinheiro, acabou corrupção Lidera, lidera, a revolução Lidera, lidera, a revolução Não tem meia-palavra Não tem enganação (Só tem) Eu e você engajados na missão Não tem a ditadura Não tem a poesia Não tem a burgue...

Última volta

Deriva o pensamento na estrada na mente esvaziada de futuro Do mangue a esperança extraviada Na morte retratado o seu zelo O pelo do cachorro é uma capa na chuva que cai pouco no caminho O pássaro fazendo o seu ninho alheio às mudanças do seu mundo Ó Terra Gira para nós só mais uma vez Gira, por favor Ó Terra,  Só mais uma volta e depois retornam  as premonições Agônicos na beira da estrada Irônicos com a morte do futuro Fingimos serem poucas as mudanças que introduzimos nesse mundo cão A chuva com seu frio verdadeiro retrata a esperança no passado Algum conhecimento extraviado que nos remova deste lamaçal Ó Terra Gira para nós só mais uma vez Gira, por favor Ó Terra,  Só mais uma volta e depois retornam  as premonições (circa 20/11/2008)