CAPÍTULO DOIS Andreia praguejava pelo desempenho do servidor de banco de dados sob sua responsabilidade. Apesar da última versão do banco estar rodando com grande memória, armazenamento espelhado e numa rede de alta velocidade, algo estava errado. Seu namorado e sócio Pedro havia alugado a pequena sala recentemente na cidade serrana, a 900 m do nível do mar. Clima frio implicava em economia de energia. Mas nesta época do ano faziam inéditos 37 o C, com previsão de altas cada vez mais frequentes. Seria necessário rever a refrigeração do site. E torcer por um bom inverno logo. A máquina simplesmente avisou que ia se desligar automaticamente, disparando o alarme de indisponibilidade em seu smartphone. A 7800 quilômetros dali, em Washington D. C., um computador virtual foi ligado na Vermont Avenue, para substituir a máquina que se desligava no Brasil. Era por isso que Andreia estava uma fera. Ela perderia dinheiro hoje, até resolver o problema, pois mais máquinas iriam se desligar. S...