Última parada antes do desastre Última morada antes do contraste entre o branco da neve e o negro óleo Em poucos lugares eu tenho água à vontade limpa, clara, azul, da cor e textura que desejar. Sou contra o senso comum e avessa a medos Escalo, pulo, sonho em várias cores. Sou um arco-íris de desejos puros e puras cores que afrontam desejos binários, bilionários, em preto-e-branco Em poucos lugares a fúria do sol se transforma em suave e solene cortina azulada Em todos lugares vejo Gaia mas aqui choro como se aqui fosse a última batalha Afinal, o que falta mais acontecer na doença humana pelo horror, pelo gosto do erro que tornou-se banal ? Bebam dinheiro, comam dinheiro, respirem dinheiro Deem às crianças que choram, dinheiro. Deem ao Senhor, em sinal de gratidão, dinheiro Fria cela; eu e meus companheiros sentimos saudade Das nossas terras, dos demais guerreiros, camaradas. Cada um a seu jeito, cada uno em su lengua. ...