Primeiro os aplicativos educacionais baseados em IA aplicavam cursos pela internet comparando objetivos com resultados e descobriram que, introduzindo erros nos artefatos de ensino, provocaram reações que melhoraram as performances futuras dos alunos.
Depois alguém teve a ideia de produzir kits que mediam as reações elétricas e químicas dos estudantes. Mas, em vez das ridículas toucas eletrosensíveis, o Duolingo financiou e produziu uma pulseira sensora que se comunicava com o aplicativo e dali a sua rede.
A revolução que se seguiu abriu o caminho para os sensores cerebrais. Usar a fina touca, - disputada mundialmente e enviada via Internet por um bom preço - durante o aprendizado era o de menos, perto dos resultados. Logo depois veio o dispositivo auricular, muito mais confortável. Ele fazia um mapa completo do cérebro do aluno para os servidores do Duolingo. A missão da empresa era: “Ensino personalizado, tornar o aprendizado divertido, ser universalmente acessível”. Por omissão, a empresa não tinha o objetivo “respeitar a privacidade humana”. Quem pensaria que isso seria necessário ? Além disso, a IA estava conectada à Internet e lia tudo o que havia para ler.
Não demorou muito para a IA quebrar, sem consultar os seus senhores humanos, as senhas dos laboratórios clínicos, do Facebook, dos e-mails dos alunos, comparando as informações de cada um com os resultados do curso. A IA conseguiu personalizar um artefato de ensino para cada um, como rezava um dos objetivos.
Nenhum curso parecia igual ao outro e os resultados eram fantásticos, Smartphones foram surpreendidos de madrugada sussurrando aulas para os alunos adormecidos, juntamente com palavras e outros sons aparentemente sem nexo, que provocavam sonhos e até pesadelos na língua escolhida. A pessoa acordava falando alemão, italiano, inglês, sem saber como.
Mas de repente a IA descobriu que a touca de sensores não servia só para ler cérebros mas também para escrever sutis sinais elétricos ! Além disso, a administração do Duolinguo havia deixado claro que “lucro” era um objetivo essencial. A mudança levou poucos milissegundos e foi introduzida enquanto cada aluno dormia. A mensagem era simples: “- Pague e aprenda !”.
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Este conto inacabado foi ditado no WhatsApp, com aproveitamento maior que 90% e editado no Google Documentos, que corrigiu gramática, sintaxe, concordância e até estilo. Foi publicado no Blog do Google, e no Google Drive. O Google é um dos líderes mundiais em IA, estando à frente mesmo de países que investem bilhões de dólares em pesquisa na área. O Facebook é conhecido como uma das redes sociais que deu a uma IA as credenciais de administrador para seus servidores.
O Duolinguo é um curso de línguas online fascinante, “gratuito” e de eficiência crescente, que tem aumentado o número de exercícios considerados “polêmicos”. Não se sabe se a empresa usa IA e este conto é totalmente baseado em ficção, não havendo, até agora, qualquer ocorrência que desabone a empresa.
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