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Noya

A maldição que se abate sobre mim
É sentir assim todo coração que pulsa
Toda criança com sua mãe a passear
De volta ao lar me enternece
Padeço então dessa nova sensação
Presente de futuro ausente quando fui
Que me detona o malfadado coração
Uma oração que não fenece

Porta de ver, porta de ouvir
O sentimento de encontrar quem no caminho
Vai e vai por obra do destino vai
Sentir é algo quase insano

Corrupto vai meu pobre coração
Chorando nas esquinas do presente
Tão claro quanto a inquisição da consciência 
Vale despertar do pesadelo

Sou o modelo do peão, cordeiro desse Deus
Que desvanece meu destino
Eu perco o tino, perco a consolação
De ser um campeão sem um torneio

Mas eu me guardo para a derradeira ordem
Pro viés da meia sorte
Pro silêncio inocente

Sou mera gente, carne e sangue 
A serviço do talvez, 
sou a embriaguez de um sonho.
Um homem, na esquina dessas ruas 
São tão minhas sensações tiradas
Do seu próprio arsenal

Sou um normal a serviço do divino
Restauro o tino sem causar apreensão
Sou um campeão, sem briga ou parte
Sou o escolhido do discurso
Sou o portador da novidade
Seu tempo acabou
E o meu tempo começou.


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