Última parada antes do
desastre
Última morada antes do
contraste
entre o branco da neve
e o negro óleo
Em poucos lugares eu
tenho água à vontade
limpa, clara, azul, da
cor e textura que desejar.
Sou contra o senso
comum e avessa a medos
Escalo, pulo, sonho em
várias cores.
Sou um arco-íris de
desejos puros e puras cores
que afrontam desejos
binários, bilionários,
em preto-e-branco
Em poucos lugares a
fúria do sol se transforma
em suave e solene
cortina azulada
Em todos lugares vejo
Gaia mas
aqui choro como se aqui
fosse a última batalha
Afinal, o que falta
mais acontecer na doença humana
pelo horror, pelo gosto
do erro que tornou-se banal ?
Bebam dinheiro, comam
dinheiro, respirem dinheiro
Deem às crianças que
choram, dinheiro.
Deem ao Senhor, em
sinal de gratidão, dinheiro
Fria cela; eu e meus
companheiros sentimos saudade
Das nossas terras, dos
demais guerreiros, camaradas.
Cada um a seu jeito,
cada uno em su lengua.
Interessante eu estar
com saudade de meus camaradas,
e presa por outrora
camaradas.
Queremos água limpa,
queremos os animais de Gaia !
Queremos o ar de Gaia,
queremos a liberdade de Gaia !
Queremos a saúde e a
paz de Gaia !
“É preciso fazer
algo, todos os dias”
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