Eu queria ser o inventor da máquina do tempo.
Queria estar neste mesmo lugar, o topo, o 22o. andar,
e observar, de meu casulo atemporal, protegido de qualquer mudança,
o bailar do sol, das nuvens e sombras, o nascer e morrer dos prédios,
a força catastrófica das águas, as revoluções e as mortes inúteis.
Escolheria o melhor lugar para deixar meus recados a cada uma das eras:
dentro das montanhas, na genética de um povo, na segura e previsível maré,
tão certa e imutável quanto um rochedo incomensurável.
Não posso. Não domino o tempo.
Posso, no máximo, fazer as latinhas de aço, cerâmica ou, quem dera, grafeno.
E esperar, sem esperança, que os recados cheguem àqueles que, no futuro,
possam mais - se ainda viverem.
Queria estar neste mesmo lugar, o topo, o 22o. andar,
e observar, de meu casulo atemporal, protegido de qualquer mudança,
o bailar do sol, das nuvens e sombras, o nascer e morrer dos prédios,
a força catastrófica das águas, as revoluções e as mortes inúteis.
Escolheria o melhor lugar para deixar meus recados a cada uma das eras:
dentro das montanhas, na genética de um povo, na segura e previsível maré,
tão certa e imutável quanto um rochedo incomensurável.
Não posso. Não domino o tempo.
Posso, no máximo, fazer as latinhas de aço, cerâmica ou, quem dera, grafeno.
E esperar, sem esperança, que os recados cheguem àqueles que, no futuro,
possam mais - se ainda viverem.
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