Deriva o pensamento na estrada
na mente esvaziada de futuro
Do mangue a esperança extraviada
Na morte retratado o seu zelo
O pelo do cachorro é uma capa
na chuva que cai pouco no caminho
O pássaro fazendo o seu ninho
alheio às mudanças do seu mundo
Ó Terra
Gira para nós
só mais uma vez
Gira, por favor
Ó Terra,
Só mais uma volta
e depois retornam
as premonições
Agônicos na beira da estrada
Irônicos com a morte do futuro
Fingimos serem poucas as mudanças
que introduzimos nesse mundo cão
A chuva com seu frio verdadeiro
retrata a esperança no passado
Algum conhecimento extraviado
que nos remova deste lamaçal
Ó Terra
Gira para nós
só mais uma vez
Gira, por favor
Ó Terra,
Só mais uma volta
e depois retornam
as premonições
(circa 20/11/2008)
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